sábado, 25 de abril de 2009

29 - O "Ponto no Meio do Círculo" e a Kabbalah

No simbolismo sagrado, o tempo do despertar do Universo figura como um círculo perfeito com um ponto no centro. O ponto representa o começo de tudo, a raiz. Esta representação também pode ser vista numa interpretação para a Árvore da Vida.
Do site http://www.eon.com.br/adv3.htm mostramos como Kether, a primeira coroa, a luz sem limite, expande-se a partir de AIN SOPH (Infinidade). Estabelece-se a criação a partir do plano maior, e conforma-se a rede de relacionamentos cósmicos.
O nosso mundo mais baixo reflete os padrões do mundo superior, e tudo que é encontrado neste mundo superior pode ser encontrado aqui, como uma cópia na terra, ainda assim o todo é uno...
... assim também está conforme com o universal princípio hermético da analogia: - tudo que está em baixo é como está em cima...
(Assim na Terra como no Céu!)...

No microcosmo constituído, o Adão Kadmon afere seus passos, e estabele seus limites. Conhece o que é seu, e distingue o que é dos outros. É o despertar do conceito do "lapidar a pedra bruta", que somos todos como microcosmo constituído à imagem do macrocosmo elaborado.

António Fadista, em (http://www.glnp.pt/artigos.php?id=72Data) dispõe boa matéria, que transcrevemos a seguir.
Os corpos celestes foram a base sobre a qual se inspiraram os sábios da Antiguidade para definir as primeiras formas geométricas. Assim, os símbolos mais antigos das tradições esotéricas são o Círculo, o Ponto e as demais figuras planas. Como conseqüência, todas as Cosmogonias se desenvolveram tendo como base o Círculo, o Ponto, o Triângulo, o Quadrado e, na seqüência, até ao número nove; tudo sintetizado no dez, formado pelo Círculo e pela primeira unidade, ou ponto, constituindo a Década Mística de Pitágoras.
Não seria possível conceituar uma divindade lógica, universal e absoluta, sem a existência do Ponto dentro do Círculo. Nos primórdios da Humanidade, o Ser Supremo, o Criador, não tinha nome nem símbolo algum que o representasse. O mesmo não acontecia em relação à Sua primeira manifestação, a Criação, o Universo, cujo símbolo já então era o Círculo com o Ponto Central. Este também era o símbolo do Tempo Eterno e do Espaço sem Limites.
O Zohar, o Livro do Resplendor, ensina que o Ponto Original e Indivisível se dilatou e, por meio de um movimento constante, se expandiu e deu vida e forma ao Universo. A Divindade se expande de maneira ilimitada, e enche continuamente o Universo com suas obras.
Na India, os Vedas ensinam que Deus é um Círculo, cujo centro está em toda a parte e cuja circunferência não está em parte alguma.
Assim, o Círculo no qual o seu Ponto Central se expandiu e desdobrou, é o símbolo esotérico da diferenciação e da geração.
O Círculo com o Ponto no centro também se relaciona com a fórmula alquímica VITRIOL (Visita Interiora Terrae Rectificandoque Invenies Occultum Lapidem).
Nesta acepção, retificar significa corrigir os erros inerentes à natureza do ser humano. A descida ao interior da Terra simboliza a morte do profano e o nascimento do Iniciado que, pela meditação e pela auto-análise, aspira ao aperfeiçoamento moral e espiritual.
Colocado no interior de Terra, isto é, recolhido ao íntimo de seu coração, o seu Sanctum Santorum, o Iniciado busca as cristalinas fontes do Amor e da Sabedoria que o levarão à posse da Pedra Polida, a almejada Pedra Filosofal.
Nos Mistérios de Ceres, em Eleusis, o recipiendário representava o grão do cereal semeado, enterrado no solo, que deve atingir o estado de putrefação para dar nascimento à planta encerrada em seu germe. Do mesmo modo, o profano é submetido à Prova da Terra, visando o desenvolvimento das suas energias potenciais na busca do Eu Superior, o Grande Arquiteto do Universo.
O Templo Maçônico, assim como tudo o que está em seu interior, representa a universalidade da nossa Instituição. Assim como o Templo, o Círculo com Ponto no Centro também vai da superfície ao centro da Terra. Por isso mesmo, ao passar pela Prova da Terra, o profano morre e o Iniciado renasce dentro do símbolo iniciático da geração, o Círculo com o Ponto, cujos limites, os da Virtude e do Amor ao Próximo, o maçom jamais deve transpor.
Sendo limitado ao Norte e ao Sul por duas retas paralelas e perpendiculares, que representam Moisés e Salomão, este símbolo indica que o maçom deve pautar suas ações segundo as virtudes que estes dois grandes iniciados representam.
O Círculo com o Ponto é também tangenciado no seu topo pelo Livro da Lei, indicando que a via ascencional para Deus só existe pela obediência aos princípios e aos ensinamentos nele contidos.
O progresso moral e espiritual só pode ser alcançado pela pratica do Amor ao Próximo e pela submissão da nossa vontade aos nossos deveres.
Assim procedendo, reuniremos as condições para subir os degraus de Escada de Jacó e alcançar a desejada união com o Eu Supremo, o Grande Arquiteto do Universo.

E tem muito mais...

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2 comentários:

mf.antunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
mf.antunes disse...

AIN não é DEUS, é parte inseparável dele e representa o NADA ABSOLUTO. AIN SOF é o INEFAVEL, o ABSOLUTO, AQUILO, ou o PONTO de onde TUDO EMANA e TRANSCENDE e tem a Cor Cinza.
AUR AIN SOF (e não como está grafado: AIN SOF AUR) representa A LUZ MAIOR (Cor Branca) = AUR, ou UR, ou OR, onde o mítico Abrahão viveu (o primeiro Maçon).
A VIDA se estabelece entre as DUAS POLARIDADES AUR AIN SOF & AIN que gera uma imensa ENERGIA (EGRÉGORA) que TUDO CRIA, por adaptação ao meio-ambiente.