domingo, 7 de junho de 2009

34 – O “Past Master” sob a ótica da Kabbalah

Em mais uma magnífica figura obtida no artigo “Rituais Desestruturados”, de Otmanu (ver artigo na integra em <http://www.ordotrimegistus.net/portugues/portugues_page10/portugues_page10.html>), mostramos o templo maçônico enquadrado sob a ótica da “Árvore da Vida – KABBALAH).
Identificamos no topo o Ven:. M:. (Leão), ocupando a posição da Sephirot KETHER, o 1º Vigilante na coluna do NORTE (Sephira HOD) e o 2º Vigilante na coluna do Sul(Sephira CHESED). À direita do V:. M;. o 1º Diácono, acima do Orador (Sephira Binah). Rodeando a loja, com o Painél de Mosaicos ao centro, a Roda de Samsara com suas inúmeras imagens e simbolismos, que comentaremos aos poucos. Finalmente, destaca-se o Triângulo Pitagórico, com seus vértices no 1º diácono, 1º e 2º Vigilantes. Simbolismo forte que irá explicar o “caminho” percorrido pelo 1º e 2º Diáconos na abertura da loja, levando especial “mensagem”. Os irmãos já se questionaram o POR QUE de ser este o caminho percorrido pelos diáconos?
Ao lado do V:.M:. usualmente senta-se o ir:. Past Máster. Seria ai o melhor lugar para um ir:. na função do P:.M:.?
Na interpretação de Otmanu, ao deixar o cargo de V:.M:., o ir:. P:.M:. deveria deixar o Oriente, caminhando no sentido anti-horário (parte superior do símbolo ‘∞’), e rodeando o trono do LEÂO, retornar ao Ocidente, onde caminhando no sentido horário ocuparia uma posição na coluna do 2º Vigilante.
Como os ‘anjos’, que no sonho da “Escada de Jacó”, subiam (e também desciam) a escada, simbolizado a humildade conquistada pelo sucesso da ascendência, e compreendendo que é necessário retornar (descer a escada) para auxiliar os irmãos em sua ânsia em progredir (ascensão da escada jacobiana). Permanecer no trono de Salomão, ainda que ladeando o V:.M;. significaria a perda da humildade, típica da maioria dos humanos que crescem “na vida”, e se esquecem dos necessitados que ficaram para trás. Está e uma interpretação de Otmanu, que nos desperta a curiosidade do buscador, na ânsia do conhecer.
E você, meu caro irmão, já questionou esta situação? Qual é o seu ponto de vista? Afinal, como ‘livre pensador maçom’, não é interessante buscarmos (com liberdade de pensamento) nosso próprio entendimento do ‘por que’ e “de onde” as coisas tem origem?
E tem muito para buscarmos!
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33 – Os Graus na Maçonaria e a Árvore da Vida

Ser “LIVRE PENSADOR” é também ser um “BUSCADOR DE CONHECIMENTOS”.
Na “ARVORE DA VIDA” representada pelas 10 Sephirots e pelos 22 caminhos que as interligam, temos compostos 32 elementos. Cada um destes 32 elementos tem significados próprios, sendo que cada um destes elementos incorporam um CONHECIMENTO que pode ser transmitido de uma para outra pessoa. Há milênios de anos este conhecimento vem sendo transmitido de pessoa a pessoa, desde que foram transmitidos pelo G:.A:.D:.U:. a Moisés, e de Moisés a Josué, e este por sua vez transmitiu-a aos Anciãos, que sequencialmente a transmitiram aos Profetas, que finalmente a transmitiram-na aos Membros da Grande Sinagoga.
Utilizaram-se de códigos para preservar-se os segredos ocultos da KABALLAH ao longo de anos. O principal dos códigos é a ARVORE DA VIDA (Árvore das Sephirots), onde cada Sephira e o caminho entre elas, contém codificados ensinamentos próprios. Outros códigos utilizados ao longo dos tempos para guardar os conhecimentos contidos na Kabbalah foram a Astrologia , a Numerologia e o Tarot , etc. A Kabbalah tornou-se uma tradição criada para a transmissão do Conhecimento, abrangendo o micro e o macrocosmo.
Representou-se o MICRO (Adão Kadmom) e MACRO COSMO (Universo) nesta forma codificada.http://www.ordotrimegistus.net/portugues/portugues_page8/portugues_page8.html

32 elementos codificados e transmitidos ouvido a ouvido por séculos. Porém um conhecimento não pode ser transmitido homem a homem. É o conhecimento associado ao hipotético caminho 33. Este caminho só pode ser aprendido sozinho, cada um por si próprio. Se não dermos, individualmente, um primeiro passo na busca deste conhecimento, ele nunca nos será revelado. E depois deste primeiro passo, muitos outros serão necessários, individualmente. Este caminho é solitário e uno.
Na maçonaria, mais especificamente no REAA, trabalhamos modernamente com 33 graus. 33 e não 32. 33 e não 34, nem 21, nem qualquer outro número.
Pergunta-se? Por que 33 graus? Como buscadores do conhecimento universal não deveríamos buscar respostas para todas estas questões?
Serão meras coincidências os 33 graus do REAA e os 33 objetivos que buscamos alcançar nos conhecimentos ocultos na Árvore da Vida? Deixamos ao critério e LIVRE ARBÍTRIO de cada um o interesse e a busca pelas respostas.
E tem muito mais!