quinta-feira, 6 de abril de 2017

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES (continuação)

fonte: http://www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=1881903

Dos doze trabalhos a que Hércules foi submetido, apresentam-se aqui os trabalhos "quarto, quinto e sexto":

 4 – A corça de Cerinia

 - Após escalar mais um degrau na escala iniciática, pela conquista do poder espiritual, Hércules foi encarregado pelo rei de Argos de capturar, viva, uma das cinco corças de Cerinia, que vivia no monte Liceu.
- Eram animais sagrados que tinham os pés de bronze e os chifres de ouro, rápidas e de grande porte. Hércules perseguiu uma delas durante um ano, e finalmente conseguiu capturá-la. Dois deuses, Apolo e Artemis tentaram tomar-lhe o troféu, mas Hercules não o consentiu.

 - Ela é, portanto, a sabedoria aliada á meiguice e á sensibilidade, virtudes imprescindíveis naqueles que buscam a realização de uma espiritualidade de nível superior.

5- As aves do Lago de Estinfalo

 - Numa floresta escura ás margens do lago Estinfalo, situada na região da Arcádia, viviam certas aves de porte gigantesco, que viviam devastando as plantações e matando as pessoas com os dardos envenenados que faziam de suas penas.
- Como se escondiam nos recantos mais escuros da floresta, era difícil desalojá-las de seus esconderijos.
- Hércules pediu ajuda á deusa Atena e esta mandou o demônio Hefesto fundir-lhes umas castanholas de bronze que provo-cavam um barulho ensurdecedor. Dessa forma, Hércules fez com que as aves deixassem os esconderijos e pode matá-las com flechas envenenadas com sangue da Hidra de Lerna.

 - A interpretação mais corrente desse mito iniciático é a que as aves do Lago Estinfalo são os desejos múltiplos e perversos que saem do inconsciente, para tentar evitar que o iniciado continue seu caminho na busca da iluminação.
- Delas diz o mito grego que seu vôo obscurecia o sol. E é exatamente isso que os desejos profanos fazem. Se não adequadamente combatidos, toldam a luz que guia o homem na sua jornada para o aprimoramento espiritual.

6- Os estábulos do Rei Algias.

- O rei Algias era o rico monarca de Elis, uma cidade no Peloponeso. Possuía um grande rebanho de animais, que guardava em imensos estábulos. Como não os mandava limpar a trinta anos, o acúmulo de estrume exalava fedor e pestilência por toda a região, despertando a ira dos reinos vizinhos. Eristeu ordenou a Hércules que limpasse os estábulos do rei Algias mesmo contra a vontade dele.
     
 - A interpretação simbólica mais comum desse trabalho é que o acúmulo de maus pensamentos acaba por tornar a mente humana um território fétido e pestilento, degenerando em doenças diversas que fazem do individuo um estorvo e um constrangimento, não só para a família, mas também para toda a sociedade.
- É preciso que a mente seja limpa e irrigada com “água pura” constantemente, para que não pereça numa situação semelhante aos estábulos do Rei Algias.
- O rio é constante, perene, representa fertilidade, regeneração e movimento. A mente humana deve ser como ele, não pode ficar estagnada. Não devemos jamais deixar que nela se acumulem maus pensamentos, lembranças de desejos não satisfeitos, inveja, ciúme, rancores, etc.
- Esses sentimentos são estrumeira que devem ser lavados constantemente.

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